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Evento

Décio Oddone da ANP fala sobre investimentos em óleo e gás no Congresso de Geologia

22/08/2018 | 17h23

A programação científica do 49º Congresso Brasileiro de Geologia prossegue nesta quarta-feira, dia 22, com uma série de atividades no Centro de Convenções Sul América. O principal destaque do dia é a palestra magna de Décio Oddone, diretor-geral da ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis). Ele vai apresentar o cenário das novas Rodadas de Licitação e os reflexos sobre a economia nacional, dos estados e municípios, com foco na ampliação do mercado de trabalho para geólogos e geocientistas, no apoio à P&D e na formação de novos profissionais. A palestra está programada para as 17h nos Salões Pão de Açúcar e Corcovado.

Outro destaque é o 7º Simpósio de Vulcanismo e Ambientes Associados que acontece nesta quarta-feira, das 9 às 19h. O evento traz o maior especialista do mundo em vulcões, Dougal Jerram. Nesta quarta, às 16h30, ele lançará seu livro "Introdução à Vulcanologia" no Geoteather, espaço de convivência do evento. O Congresso vai até sexta-feira, reunindo mais de 3 mil estudantes e profissionais das Ciências da Terra.

Para Hernani Aquini Fernandes Chaves, presidente do Núcleo RJ da Sociedade Brasileira de Geologia (SBG) e da Comissão Organizadora do Congresso, o evento é uma oportunidade para se discutir as grandes questões em torno do desenvolvimento da Geologia hoje no país. Especialista em óleo e gás, o geólogo vê com otimismo os novos leilões previstos para 2018 e 2019, a recuperação dos preços do petróleo no mercado internacional e a atual administração da Petrobras.

Atualmente, o setor petrolífero absorve 27% dos geólogos que atuam no mercado, enquanto 34% estão na mineração. Hoje, são 11.578 geólogos registrados no Confea/Crea e cerca de 9 mil em atividade (dados Linkedin) em todo o país, sendo 4.685 associados associados à SBG. Se antes os homens dominavam este mercado, hoje as mulheres já disputam de igual para igual as vagas nos 33 cursos de Geologia e nos três cursos de Engenharia Geológica existentes no país.

Visitas a museus

Ainda como parte da programação do 49CBG, prossegue até domingo (26) a exposição interativa gratuita 'Explorando o Planeta', organizada no lounge do Museu do Amanhã pelo Serviço Geológico do Brasil (veja aqui). Nesta terça-feira, foi realizada a sessão especial 'Marcas da Ação Humana no Planeta', no Museu do Amanhã, durante a Semana do Antropoceno.

Até sexta-feira (21 a 24), às 12h30, o Museu de Ciências da Terra, na Urca, também promove visitas guiadas gratuitas, abertas à população, abrindo a programação dos 50 anos que serão completados em 2019. Em paralelo, durante duas semanas, o Museu da Geodiversidade, na Ilha do Fundão, recebe estudantes de escolas públicas da rede estadual de ensino, em parceria com a Secretaria Estadual de Educação.

'Antes que a idade do petróleo acabe'

Para Oddone, o novo momento da indústria de óleo e gás no Brasil representa boas perspectivas para o desenvolvimento também do mercado de trabalho para os geólogos. "Estamos começando um processo de oferta permanente, com isso não vai haver mais necessidade de leilão. As áreas todas terrestres e marítimas que já foram ofertadas no passado vão estar disponíveis. Isso significa espaço para estudo e trabalho para os geólogos nos próximos anos. A gente espera que isso realmente aconteça", afirmou na segunda-feira, durante a abertura do evento.

Na ocasião, o diretor-geral da ANP lembrou que a retomada do setor de óleo e gás é marcada pelo sucesso nos novos leilões de áreas do pré-sal, reiniciados ano passado. "Essa retomada está vindo, falta vir claramente nos empregos, na atividade, mas os primeiros sinais já começam a acontecer e ela (a retomada) está garantida. E basicamente no pré-sal. Temos um trabalho muito grande a fazer no Brasil para que possa conhecer efetivamente nosso potencial e explorar o petróleo que nós temos antes que a idade do petróleo acabe".

Ele demonstrou preocupação com uma série de fatores externos que impactam a indústria do petróleo em nível mundial. "Essa mudança de cenário energético, diversificação das fontes, a caminhada que o mundo está fazendo em direção à economia de baixo carbono, as novas opções de mobilidade (carro autônomo, uber, carro elétrico), tudo isso vai afetar a demanda por petróleo. Já se fala que a demanda de petróleo vai chegar ao pico até 2040, temos que correr para conhecer a nossa prospectividade enquanto esse petróleo tem valor. E aí os nossos geólogos são muito necessários".

Oddone criticou o atual ritmo de exploração e produção no país e disse que a Agência tem feito esforços para "tentar acelerar isso". "A gente perfurou muito poucos poços no Brasil. Temos bacias aqui em que não perfuramos sequer um poço. Então, o tempo é curto. Estamos tomando uma série de iniciativas para retomar as atividades não só no pré-sal, mas também nas bacias maduras e nas bacias de fronteira", ressaltou.

Segurança de geólogos e estudantes

Na tarde desta terça-feira, a mesa redonda "Geociências e Segurança" discutiu a questão de segurança no trabalho nas mais diversas áreas de atuação dos profissionais. Participaram da mesa redonda representantes da Petrobras (Marcus Petracco e Roberto D´Ávila), Shell (Valdir Pessoa), Serviço Geológico do Brasil (Ricardo Gotelip Cardoso e Victor Augusto Hilquias Silva Alves) e UFRJ (Marco Antonio Braga).

De acordo com Marco Braga, o número de acidentes é desconhecido. Ele vai apresentar um panorama citando alguns exemplos de acidentes envolvendo estudantes e professores nos trabalhos de campo. Segundo ele, muitos casos não são registrados. Braga apresentou os resultados do projeto que conduz na UFRJ, visando garantir mais segurança e saúde aos estudantes e professores, que refletem futuramente em mais custos e perdas humanas para empresas que contratam profissionais.

A programação científica foi aberta com palestra de Scott Tinker, professor de Geologia da Universidade do Texas em Austin e diretor do Bureau of Economics Geology, o Serviço Geológico do Texas. Co-produtor do premiado documentário 'Switch'- exibido para mais de 115 milhões de pessoas em mais de 50 países, Tinker falou sobre 'Energia, Clima e Pobreza´. Paralelamente, acontece a mesa redonda Risco Geológico e Processos Perigosos.

O tema empoderamento feminino também está presente nas Geociências e ocupa seu lugar na programação, com o Encontro das Mulheres Geocientistas, com a criação, nesta terça-feira, da Associação Brasileira de Mulheres nas Geociências.

Serviço

49º Congresso Brasileiro de Geologia

De 20 a 24 de agosto de 2018 no Centro de Convenções SulAmérica

Av. Paulo de Frontin, 1 - Cidade Nova, Rio de Janeiro - RJ

https://www.49cbg.com.br/

Sociedade Brasileira de Geologia (SBG) - http://www.sbgeo.org.br/



Fonte: Redação/Assessoria
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