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Internacional

Colômbia adota 10% de mistura obrigatória de etanol na gasolina

03/05/2021 | 16h18

O governo da Colômbia estabeleceu a obrigatoriedade de mistura de 10% de etanol na gasolina comum (E10) e extra (EX10) comercializada em todo o país, a partir de setembro de 2021, com exceção de algumas localidades que terão até 2022 para fazê-lo. A medida foi determinada na Resolução Nº 40111, de 09 de abril de 2021, dos Ministérios do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, da Agricultura e Desenvolvimento Rural, de Minas e Energia locais.

DivulgaçãoA publicação do governo colombiano menciona como motivadores da medida a melhoria da qualidade do ar nas cidades, a redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE) e a segurança energética do país. O comércio de E10 estava liberado na Colômbia desde 2018, mas a resolução atual torna a mistura obrigatória.

“O etanol está cada vez mais se consolidando como um importante agente de descarbonização. Hoje, mais de 60 países têm programas de mistura de biocombustível para deixar a gasolina mais verde e reduzir o impacto ambiental do setor de transportes. Parabenizamos o governo colombiano pela importante medida de combate ao aquecimento global”, comenta Evandro Gussi, presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA).

Mistura do Brasil

No Brasil, temos 27% de etanol na gasolina (E27), que reduz em 15% a pegada de carbono por quilómetro rodado dos veículos com motor a combustão interna e em 50% se o combustível E27 por usado em veículos híbridos

A mistura de etanol anidro na gasolina tem muitas vantagens econômicas, sociais e ambientais, incluindo a geração de emprego e renda nas áreas rurais; a redução da dependência de fontes de energia não-renováveis e importadas; o combate ao aquecimento global, pois o biocombustível reduz em até 90% a emissão de CO2eq em comparação com a gasolina, e a redução da emissão de poluentes nocivos à saúde, como material particulado fino MP 2,5 (-96%), CO (-81%), hidrocarbonetos policíclicos aromáticos – PAHs (-67% a -96%), e potencial genotóxico (-72% a -83%).



Fonte: Redação TN Petróleo/Assessoria Unica
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