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Artigo Exclusivo

A importância da Inteligência de Mercado no Processo de Internacionalização, por Adriano Andrade

22/01/2021 | 10h00
A importância da Inteligência de Mercado no Processo de Internacionalização, por Adriano Andrade
Divulgação Divulgação

Ao longo dos três anos como parte da Equipe de Inteligência de Mercado da Câmara de Comércio Índia Brasil (CCIB), percebi que recebemos, cada vez mais, inúmeras demandas nos pelos mais variados canais de comunicação disponibilizados. Essas demandas, que perpassam pelos mais variados setores da economia, surgem a partir da identificação preliminar de muitas oportunidades a serem exploradas entre a Índia e o Brasil. Por ser uma instituição de ampla credibilidade institucional e comercial em ambos os países, a CCIB torna-se uma das principais plataformas de comunicação que viabilizam os negócios, dado seu grande know-how em desenvolvimento de Pesquisas de Mercado, que é parte indispensável em um processo de internacionalização. A partir dessa perspectiva, notei também que, embora a alta performance de uma inteligência de mercado acurada seja um fator decisório dentro do processo, muitas das novas abordagens seguem um alto teor de desvalorização do serviço, rotulando-o como algo simplório, passível de ser resolvido em uma simples pesquisa no google, e que o serviço não deve ser oferecido sob um custo determinado.

Institucional

Ao decidir expandir para um novo mercado, seja ele qual for, a empresa precisa não somente de um planejamento estratégico abrangente para a coordenação dos seus processos internos, como também de um estudo que contenha dados cruciais sobre o ambiente ao qual se deseja ingressar. Esse estudo, podendo se manifestar como uma Pesquisa de Mercado, deverá abranger uma série de aspectos que devem ser considerados como cruciais para auxílio da tomada de decisão pelos gestores de uma organização, seja ela de grande, médio ou pequeno porte. Pode-se dizer que a Inteligência de Mercado, de modo geral, consiste na capacidade de avaliar e identificar as diversas oportunidades ofertadas em um processo de internacionalização de um negócio, reduzindo os riscos durante o processo e tornando-se objeto de vantagem competitiva para ao alcance de resultados mais eficazes.

A Pesquisa de Mercado, por sua vez, deve considerar os seguintes pontos:

• Fatores para Análise do Mercado;

• Entendimento da seleção de novos mercados;

• Avaliação da Forma de Ingresso da Organização no novo mercado;

• Eventuais adaptações dos produtos, serviços e marcas; e

• Gerenciamento da própria organização a nível internacional.

No que diz respeito à metodologia dessa pesquisa, não existe uma rotulada como "mais correta" para ser seguida, devendo esta se adaptar de acordo com o tipo de negócio e produto a ser internacionalizado. Para auxiliar nesse quesito, diversas escolas de negócios ao redor do mundo desenvolveram metodologias que são estratégicas e já tiveram sua eficácia comprovada. Dentre as muitas metodologias, gostaria de destacar a Análise PESTEL por sua abrangência no estudo de novos mercados, visto que ela considera os ambientes Político (P), Econômico (E), Social (S), Tecnológico (T), Ambiental (Environment -E) e Legal (L) para o auxílio da tomada de decisões em um processo de internacionalização. Esses aspectos permitirão uma análise mais acurada acerca do comportamento do mercado pretendido e, desta maneira, será viabilizado as ações necessárias para adaptação do serviço ou produto oferecido ou para a imediata entrada no novo ambiente. A metodologia supracitada pode ser melhor observada no quadro abaixo:

Para um trabalho bem desenvolvido, e considerando a grande quantidade de informações para uma análise mais assertiva, deve-se considerar fontes seguras de informações para diminuir cada vez mais os riscos da operação. É nesse momento que a equipe de inteligência vai além do "simples google" e conta com parceiros comerciais e institucionais para o alcance de informações precisas, coordenando-as com outras encontradas em sites e plataformas digitais que também trabalham com dados verídicos. Essas parcerias, por sua vez, tratam-se de relacionamentos estabelecidos em oportunidades anteriores e que se alongaram frente à possibilidade de viabilizar novos negócios e são estratégicas porquê demandam tempo de interação, confiança mútua entre as instituições e não são construídas da noite para o dia. Toda essa abordagem demanda polidez, vocabulário e comportamento específicos que variam de mercado para mercado que o Analista/Consultor possui para manter tal relacionamento e realizar os passos necessários para a boa condução do processo. Assim sendo, deve-se considerar que para adquirir este conhecimento e comportar-se de maneira adequada, tal habilidade demandou tempo, experiência e estudo acerca do comportamento de mercados e instituições ao redor do mundo.

InstitucionalAo reunir as informações necessárias para o andamento do processo, o responsável pela inteligência deve não somente olhar para as oportunidades encontradas e explorá-las, mas também para os riscos que a operação oferece, estudando maneira de solucioná-los ou de desviá-los para viabilizar uma internacionalização saudável e mais segura para a empresa.

Por fim, é na valorização do "como agir" perante a identificação de riscos e oportunidades que a inteligência de mercado tem importância em um processo de internacionalização, auxiliando na tomada de decisões dos gestores de uma determinada empresa e, por esse motivo, não deve ser descartada ou ter sua essência reduzida a um processo simples que pode ser feito sem a menor acurácia.

Sobre o autor: Adriano Andrade é graduado em Relações Internacionais pela Universidade Veiga de Almeida – Rio de Janeiro. Ele foi um dos organizadores do e-book “A Paz em Fragmentos: Os Tratados de Westphalia, publicado pela Universidade Veiga de Almeida em 2017. Com 23 anos, Adriano está cursando um MBA em Gestão de Negócios Internacionais com foco em International Business Management pelo Massachusetts Institute of Business em parceria com a ABRACOMEX. Em termos profissionais, é Analista Internacional da Câmara de Comércio Índia Brasil (CCIB) e Assessor Junior do Consulado Geral Honorário da Índia no Rio de Janeiro há três anos, e Supervisor de Projetos da Associação Amigos da Índia há quase dois anos. Embora jovem, possui uma ampla experiência com projetos internacionais no Brasil e no exterior, envolvendo-se na organização e participação em eventos internacionais e coordenação de missões empresariais à Índia, organizadas pela CCIB.

 



Autor: Adriano Andrade
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