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Áreas produtoras no Brasil

No século passado, na década de 60 a Petrobras se lançou em um novo e promissor desafio: a exploração da plataforma continental marítima, primeiramente, de forma tímida, entre os estados do Maranhão e do Espírito Santo. Em 1968 a busca teria seu primeiro resultado positivo: a descoberta de petróleo no mar, no campo de Guaricema, em Sergipe.

Tal descoberta e a consolidação da atividade exploratória offshore (no mar) no país abririam novos horizontes para a empresa, que até então só explorava óleo em campos terrestres. Naquele mesmo ano começaram os trabalhos exploratórios na Bacia de Campos, que hoje divide com as bacias do Espírito Santo e de Santos os melhores resultados em produção.

Prova de que a empresa encontrou sua verdadeira vocação, e que a busca e o desenvolvimento de novas tecnologias avançaram rumo ao alto-mar, é que em poucos anos a estatal brasileira tornou-se referência na exploração e produção de petróleo em águas profundas. Hoje a atividade acontece em 11 bacias sedimentares ao longo da costa marítima, e ainda na Bacia do São Francisco, no Centro-Oeste brasileiro.
Ao fim de 2006 a petrolífera mantinha atividade exploratória em 210 campos em terra e 68 no mar, o que representava 7.507 poços terrestres e 714 marítimos. Destes últimos, alguns ultrapassam a antes inimaginável profundidade de 6 mil metros além do fundo do mar.

P-50, A PLATAFORMA DA AUTO-SUFICIêNCIA - No dia 21 de abril, com a entrada em operação da plataforma P-50 no Campo de Albacora-Leste, na Bacia de Campos, o país deu um passo decisivo para atingir uma produção de 1,8 milhão de barris diários - o equivalente ao consumo de petróleo das refinarias brasileiras - marco histórico para a empresa, para o país e para o continente sul-americano.

No ano de 2006 a Petrobras anunciou seguidos recordes de produção e, asseguram os analistas, o principal desafio da empresa a partir de 2007 será dar sustentabilidade à auto-suficiência em petróleo - estruturalmente atingida, mas ainda não alcançada em termos reais, já que o país ainda precisa importar óleo fino no exterior. Por conta dessa incômoda dependência, a estatal brasileira passou a dar maior atenção ao setor de refino, que após muitos anos em segundo plano, passou a ser tratado com a mesma atenção dispensada à área de Exploração e Produção, chamada de E&P pelas pessoas que atuam no segmento.

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Última Edição Set

Ano X 2008 nº 62


 

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Fonte: Enfoque