
Revista Brasileira de Tecnologia e Negócios de Petróleo, Gás, Petroquímica, Química Fina e Indústria do Plástico
Fonte: Textual Serviços de
Data: 06/08/2008 09:43
Você já se imaginou andando calmamente pelas ruas da cidade e se deparar com um robô segurando a mão de uma simpática “velhinha”? Ou ter conhecimento de alguém que tenha passado por uma cirurgia à distância? Pois bem, segundo previsões dos estudiosos em inteligência artificial, essas duas realidades serão possíveis até o ano de 2050 e não mais cenas de filme de ficção.
Esta foi o principal cenário desenhado pelo PhD em engenharia mecânica Marco Antônio Meggiolaro durante sua palestra “Robótica – Tendências e Aplicações Futuras”, na tarde desta terça-feira, durante o I Festival de Tecnologia de Petrópolis (FTP 2008), no auditório da Faculdade Arthur Sá Earp.
De acordo com Meggiolaro, todas as pesquisas e estudos caminham não apenas para aperfeiçoar as técnicas de robóticas, gerando melhorias na qualidade de vida das pessoas, prevenindo e combatendo doenças. Mas, sobretudo, para estabelecer sistemas que emitam informações cognitivas capazes de humanizar as máquinas. “Este é um esforço da comunidade acadêmica para que os robôs sejam aceitos pela sociedade. Ou seja, se um robô for capaz de emitir simpatia e gentileza, por exemplo, poderá ser aceito como enfermeiro por um paciente idoso”, explicou.
Maggiolaro lidera o grupo RioBotz, equipe formada por alunos da PUC-Rio e que desenvolve robôs de competição. O grupo é tricampeão da competição anual que acontece em São Francisco (EUA).
Já em palestra sob o tema "Inovação e Tecnologia: a criatividade é que conta", Clemente Nóbrega, físico e mestre em engenharia nuclear pela Universidade Federal do Rio de Janeiro disse que a inovação tecnológica que realmente conta é aquela que seja capaz de manter e ampliar a presença da empresa no mercado. Clemente lembrou a saga da Apple, que perdeu mercado nos últimos anos porque, segundo ele, se concentrou no produto e não na cadeia de valor.
Para Clemente, “tecnologia física” não dá dinheiro. ”Produto todo mundo acaba fazendo igual ou até melhor", afirmou o físico. Nóbrega ressaltou que o foco das empresas e do mercado deve ser as chamadas "tecnologias sociais". “Elas se voltam para a forma de gestão, controle de estoque e outras formas inovadoras e eficientes de se administrar um negócio”, disse.
Presidente da GE Celma, Marcelo Soares fez palestra sobre “TI & Aviação – Como a TI ajuda no desenvolvimento da empresa” e destacou a importância do Sistema de Gestão Empresarial. “Até 2009, o Sistema de Gestão Empresarial (SAP) estará em pleno vapor na GE Celma, esta é a prioridade da empresa e um dos grandes investimentos em tecnologia que estamos fazendo. A Tecnologia da Informação nos ajuda planejar a produção, planejar os materiais que serão usados, garantir a qualidade do serviço e controlar os gastos, conseqüentemente, aumenta o faturamento da empresa”, afirmou Marcelo Soares. Este ano, a GE Celma pretende revisar 330 turbinas de avião.
Vice-presidente da Gartner, Ione de Almeida Coco deu palestra com o tema “2018: os Digital Natives Crescem e Governam o Mundo” e acredita que daqui a 10 anos os clientes serão muito mais exigentes que hoje em dia. “Os Nativos Digitais — jovens que nascem com computador em casa, que convivem com a tecnologia desde criança — já estão no campo de trabalho e, em 10 anos, serão gerentes e com isso as estruturas empresariais seguramente não serão as mesmas que hoje. A empresa passará de linear para uma empresa interativa, a padronização vai cair. Os clientes serão mais exigentes e, por isso, os produtos serão customizados”, prevê Ione.
FTP 2008 DÁ INÍCIO A PROGRAMAÇÃO DE WORKSHOPS CULTURAIS
Eduardo Kac falou sobre sua obra na galeria da Fase
O artista plástico carioca Eduardo Kac apresentou workshop sobre as fases de sua carreira nesta terça-feira, dia 5 de agosto, na galeria da Faculdade Arthur Sá Earp Neto (Fase), dentro do I Festival de Tecnologia de Petrópolis. O artista mostrou em datashow algumas obras que exemplificam as etapas de sua carreira. Sobre a fase de biopoesia, Kac mostrou um poema vivo onde as palavras mind (mente em inglês) e wind (vento) somem com o tempo ao serem escritas num meio com organismos vivos. O artista trabalha em um novo biopoema que será apresentado em novembro.
A arte da telecomunicação foi exemplificada com uma experiência exibida ao vivo pela TV Cultura, nos fins dos anos 80, em que fragmentos de informação eram enviados por fax e duas pessoas criaram ao vivo uma obra interativa. A instalação “Rara Avis” exposta em 1996, no Museu de Arte Contemporânea de Atlanta, ilustrou a sua arte da telepresença. Nessa instalação os visitantes do museu e internautas podiam ver a gaiola montada no museu com 30 pássaros vivos, a partir do ponto de vista de um papagaio robótico.
Eduardo Kac finalizou a palestra com a sua polêmica bioarte, em que a coelhinha verde é o ícone. GFP Bunny causou barulho nos Estados Unidos e Europa por causa da censura de um laboratório francês.
Para quem perdeu o workshop, vale visitar a exposição EK VDB (Eduardo Kac Vídeo Data Bank), que fica até sábado na galeria da Fase. Oito TVs de plasma mostram as principais obras de Kac, como “Time Capsule”, em que um chip exibe imagens de dentro do tornozelo do artista; além das que foram comentadas no workshop como “Rara Avis” e GFP Bunny.
A programação completa do I Festival de Tecnologia de Petrópolis nesta quarta-feira, dia 6, pode ser acessada em www.ftp2008.com.br.
www.tnpetroleo.com.br