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ABC, Embrapii e Abiquim: Sistema de Fomento de P&D para Inovação no Setor Químico

16/06/2017 | 11h34
ABC, Embrapii e Abiquim: Sistema de Fomento de P&D para Inovação no Setor Químico
Divulgação Divulgação

A Associação Brasileira de Cientistas (ABC) e a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) realizaram, em parceria com a Abiquim, o evento Academia Empresa – Setor Químico: Sistema de Fomento de P&D para Inovação no Setor Químico, que reuniu na sede da Abiquim, no dia 12 de junho, representantes de órgãos do governo, indústria e academia para debater o que o cenário atual de inovação na indústria química e as melhorias necessárias para estimular investimentos na área.

Segundo o vice-presidente da ABC e professor da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da Universidade de São Paulo (USP), João Fernando Gomes de Oliveira, no setor químico existe uma grande diferença entre as oportunidades e a realidade de desenvolvimento de inovações. “A oportunidade de mercado é gigante e a realidade é de um ‘gap’ muito grande do que poderia acontecer e tem acontecido. Nosso objetivo é entender quais são as razões para isso”.

Na análise de Oliveira, o País tem um cenário ruim para o investimento no setor por conta das oscilações cambiais, alto preço da energia e da matéria-prima e uma governança muito difícil de lidar no desenvolvimento de projetos de pesquisa e inovação. “O ambiente é inóspito para o investimento no setor empresarial. A inovação para o desenvolvimento do setor só acontecerá se esses entraves forem resolvidos. O setor químico precisa ser uma prioridade nacional e ter um ambiente favorável que possibilite a inovação”, avalia.

O professor do Instituto de Química da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e vice-presidente da Regional São Paulo da ABC, Oswaldo Luis Alves, afirmou que o setor químico é um dos mais importantes para a economia brasileira e a inovação é uma questão estratégica fundamental para o País, que possui uma grande população para ser atendida e uma biodiversidade que permite o desenvolvimento de novos produtos.

Segundo o presidente executivo da Abiquim, Fernando Figueiredo, é necessário definir prioridades que não sofram alterações durante o processo. “Falta planejamento e estabilidade necessários para as empresas definirem seus planos a longo prazo”. Figueiredo também destacou a importância do diálogo entre academia, indústria e organizações ligadas ao governo com o intuito de que as ferramentas de financiamento já disponíveis para a inovação estejam alinhadas com as necessidades do setor industrial.

O diretor de Operações da Embrapii, Carlos Eduardo Pereira, explicou que a organização está com uma consulta pública aberta para credenciar novas unidades visando promover o investimento de inovação e tecnologia. Ele lembra que a instituição já tem sete unidades com competência na área química e mais cinco que operam projetos para atender empresas dos setores químico e petroquímico. Porém, ele conta que algumas unidades credenciadas atendem a uma demanda menor do que poderiam. “A Embrapii oferece um modelo de financiamento rápido e flexível, mas o desconhecimento do modelo de trabalho, o panorama de instabilidade política e econômica do País podem ser fatores que fazem com que as empresas não tenham fôlego muito grande para poder investir”, explica.

Já o diretor-presidente da instituição, Jorge Guimarães, complementa que outros fatores são necessários para o desenvolvimento e maior uso do modelo de financiamento e apoio concedido pela organização. “Um planejamento de longo prazo e com prioridades é necessário, mas enquanto isso não é feito, a Embrapii é um modelo que permite às empresas recuperar o que estiver faltando para avançar”.

O gerente de Gestão da Inovação e do Conhecimento da Braskem e vice-coordenador da Comissão de Tecnologia da Abiquim, Rafael Navarro, e o gerente de Inovação e Assuntos Regulatórios da associação, Fernando Tibau, explicaram o papel da comissão e a importância de realizar o Seminário Abiquim de Tecnologia e Inovação dentro do 46º Congresso Mundial de Química (IUPAC 2017), que será realizado pela primeira vez na América do Sul e acontece na capital paulista de 9 a 14 de julho. “Também é necessário promover a integração entre as universidades, centros de pesquisa, instituições de fomento e a indústria para o desenvolvimento da Pesquisa e Inovação”, completou Navarro.

Uma das ferramentas que as indústrias também contam para promover a inovação são os Institutos Senai de Inovação (ISI), apresentados pelo gerente do ISI, Paulo Coutinho. “Apesar de ter apenas três anos eles já geram resultados significativos. A rede química formada por quatro institutos já conclui 27 projetos, trabalha em 34 projetos. Além de atender as grandes empresas, Coutinho lembrou da importância de serem desenvolvidas ferramentas como o Edital Senai de Inovação, que permitem às startups e empresas de base tecnológica desenvolverem seus projetos. “Elas precisam de estrutura física para o desenvolvimento dos projetos e podemos também oferecer isso no ISI”.

O gerente da área de Insumos Básicos do BNDES, Felipe Pereira, e o gerente do Departamento de Saúde e Química da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Rodrigo Secioso, informaram o atual status do Plano de Desenvolvimento e Inovação da Indústria Química (Padiq).

 



Fonte: Redação/Assessoria
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