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Por Maria Fernanda Romero
Data: 16/04/2008 14:21
Fórum promovido pela Fundação Luso- Brasileira e Firjan foi realizado nesta quarta-feira, no edifício sede da Firjan no Rio de Janeiro. O evento reuniu pela primeira vez no estado os presidentes dos maiores grupos portugueses no Brasil, nos setores de energia, mercado financeiro e telecomunicações.
A abertura institucional do encontro ia ser feita pelo presidente da Fundação Luso-Brasileira, mas como ele não pôde comparecer, o diretor geral da Fundação, Waldick Jatobá, se fez presente, juntamente com o vice presidente da Firjan, Carlos Fernando Gros, que homenageou Portugal, fazendo um panorama sobre a importância do país ao Brasil e comentando sobre D. João VI e Cristóvão Colombo.
Também presente na abertura, o representante do estado do RJ, João Luiz Barroso, substituindo o governador Sérgio Cabral, falou sobre o empenho do estado com relação aos investimentos em geral e da felicidade que está por ter atraído o fórum pela primeira vez no estado. Já António Almeida Lima, cônsul geral de Portugal no RJ, ressaltou Carlos Fernando falando um pouco mais da influência de Portugal ao Brasil e finalizou afirmando que o setor energético é de extrema importância para manter parcerias e contatos financeiros entre os países e disse que atualmente cerca de 650 empresas lusas atuam no mercado brasileiro, com a geração de 110 mil empregos e investimentos que somam mais de US$ 12 bilhões nos últimos dez anos. Lima informou também que na última década o volume das exportações portuguesas ao Brasil praticamente dobrou, enquanto o volume de vendas do Brasil para Portugal teve incremento de 600%.
“Não podemos ficar satisfeitos com esse resultado. Ainda temos muito a crescer em termos de comércio bilateral”, afirmou.
Na quarta edição, o Fórum Portugal foi dividido em dois painéis, o painei I que teve como tema, "As perspectivas Energéticas no Brasil", foi moderado pelo jornalista George Vidor, do O Globo e Globo News. O primeiro palestrante foi Ricardo Peixoto, diretor gerente da Petrogal Brasil. Ele comentou sobre todo o histórico da Petorgal no Brasil, sobre as rodadas de negócios, em particular a 7ª rodada, onde ampliaram o portifólio da empresa e enfatizou a satisfação da parceria com a Petrobras.
Em seguida, houve a palestra do presidente da EDP, António Pita Abreu, que além de relatar o quadro geral da empresa, comentou sobre o intenso crescimento do setor elétrico no país juntamente com o crescimento da economia, indicou soluções para os problemas encontrados, e finalizou seu discurso expondo as "alavancas" de crescimento para a Energias do Brasil.
Também palestrante do painel, o diretor geral da Partex Oil and Gas Brasil, apresentou uma retrospectiva da evolução da energia no país, indicando o "futuro" do Brasil até 2030, indicou os fatores e missões da empresa para o setor e comentou sobre as descobertas do pré-sal, concluindo que é um grande desafio ao país querer se colocar entre os primeiros lugares do ranking, mas que é uma grande oportunidade do país se tornar um exportador de petróleo a médio prazo.
Pelo lado brasileiro, Maria das Graças Foster, diretora de Gás e Energia da Petrobras, fez uma palestra relativamente rápida, devido ao tempo, sobre a evolução da matriz energética brasileira, mostrando números surpreendentes do petróleo, gás, etanol e biodiessel. Salientou o aumento significativo no consumo de combustíveis para exemplificar as grandes oportunidades do país no setor de refino.
A diretora abordou o importante cenário do álcool e do gás, falando sobre toda a expanção e flexibilidade destes, porém tratou de forma rápida a questão do pré-sal, afirmando somente que estão em andamento diversos estudos sobre o assunto e apresentano números já conhecidos de Tupi.
Moderado pelo jornalista e diretor do jornal Expresso, de Portugal, Nicolau Santos, o painel "O mercado Financeiro Português no Brasil", contou com a presença de Paulo Pinho, presidente do Banif; Carlos Catraio, presidente executivo do BPN Brasil e de Alberto Kiraly, diretor do BES Investimento. Os representantes, apresentaram a evolução e o panorama de cada empresa e indicaram fatores que mostram como e porque é promissor investir no Brasil.
Uma palestra especial do presidente da Portugal Telecom no Brasil, Shakhaf Wine, encerrou o IV Fórum Portugal.
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