A Polônia quer começar em 2014 a explorar cerca de 5,3 trilhões de metros cúbicos de reservas recuperáveis de gás de xisto, o suficiente para abastecer o país por mais de 300 anos.
O governo quer assim reduzir a a dependência energética da Rússia e a influência de Moscou sobre a Europa. Para isso, abriu as portas a grandes empresas americanas, como Chevron, Exxon Mobil, Conoco e Marathon, mesmo sob o risco de tensão com os russos.
A Polônia recorreu às empresas americanas porque elas dominam a tecnologia do gás de xisto.
Os governos da Europa Ocidental estão tão ansiosos quanto a Polônia para diminuir a influência russa no fornecimento energético. Moscou fornece hoje 25% da energia consumida na União Europeia.
As autoridades russas, ao menos oficialmente, minimizam a importância das reservas polonesas, dizendo que elas comprovarão que o gás da Rússia é barato. "Estamos felizes que eles vão começar a produzir gás de xisto", disse o presidente da estatal russa Gazprom, Sergei Komlev. "Não acreditamos nesse mito do gás de xisto, de que ele é um gás barato. Isso não é verdade".