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Com gás, Polônia quer reduzir sua dependência da Rússia

Fonte: Valor Econômico

Data: 10/02/2012 11:55

A Polônia quer começar em 2014 a explorar cerca de 5,3 trilhões de metros cúbicos de reservas recuperáveis de gás de xisto, o suficiente para abastecer o país por mais de 300 anos.

O governo quer assim reduzir a a dependência energética da Rússia e a influência de Moscou sobre a Europa. Para isso, abriu as portas a grandes empresas americanas, como Chevron, Exxon Mobil, Conoco e Marathon, mesmo sob o risco de tensão com os russos.

A Polônia recorreu às empresas americanas porque elas dominam a tecnologia do gás de xisto.

Os governos da Europa Ocidental estão tão ansiosos quanto a Polônia para diminuir a influência russa no fornecimento energético. Moscou fornece hoje 25% da energia consumida na União Europeia.

As autoridades russas, ao menos oficialmente, minimizam a importância das reservas polonesas, dizendo que elas comprovarão que o gás da Rússia é barato. "Estamos felizes que eles vão começar a produzir gás de xisto", disse o presidente da estatal russa Gazprom, Sergei Komlev. "Não acreditamos nesse mito do gás de xisto, de que ele é um gás barato. Isso não é verdade".





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Ano XII 2012 nº 82

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